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Checagem de fatos independenteFontes abertas em cada vereditoApoie com Pix
Mentiras da famíliaBolsonaro — página inicial

Transparência

Metodologia

Como escolhemos o que checar, avaliamos provas, atribuímos vereditos e corrigimos erros.

O que checamos

Checamos afirmações factuais feitas publicamente por integrantes da família Bolsonaro — como Jair, Flávio, Eduardo, Carlos, Michelle e Renan Bolsonaro — e alegações que circulam atribuindo a eles feitos, decisões ou posições. Também checamos afirmações sobre eles quando ganham alcance relevante.

Para escolher o que checar, consideramos:

  • Alcance: a alegação circula muito ou foi dita em ocasião de grande audiência (debate, entrevista, propaganda).
  • Relevância pública: trata de políticas, dinheiro público, saúde, segurança ou direitos.
  • Verificabilidade: pode ser confrontada com documentos e dados. Não checamos opiniões, previsões ou juízos de valor.

Como registramos a alegação

Antes de tudo, registramos quem fez a afirmação, onde, quando e com quais palavras, com link para o registro original ou para uma reportagem confiável que o documente. Quando não conseguimos identificar um autor da família, dizemos isso com clareza — por exemplo, “publicações em redes sociais” — e nunca atribuímos a alguém uma frase que não podemos documentar.

Em seguida, separamos a alegação em afirmações que podem ser testadas uma a uma: datas, valores, autoria, comparações.

Como avaliamos as provas

Seguimos uma hierarquia de fontes:

  1. Fontes primárias: leis, Diário Oficial, dados e relatórios oficiais, processos judiciais, orçamentos e documentos institucionais.
  2. Jornalismo independente: reportagens de veículos estabelecidos que citam documentos e explicam seus métodos.
  3. Pesquisa especializada: universidades, institutos de pesquisa e publicações revisadas por pares.
  4. Postagens e capturas de tela: servem para mostrar a origem e o alcance de uma alegação, nunca para provar que ela é verdadeira.

Abrimos e lemos cada fonte — resultados de busca e resumos automáticos servem apenas para encontrar documentos. Para cada fonte registramos título, publicador, data de publicação (quando disponível) e data de acesso.

Ao trabalhar com números, verificamos sempre:

  • se o dado é um total ou uma taxa (por exemplo, homicídios por 100 mil habitantes);
  • se o valor é nominal ou corrigido pela inflação;
  • qual é o período de comparação e a abrangência (país, estado, município);
  • se uma medida foi temporária ou permanente, e de quem é a responsabilidade legal (União, estados, municípios, Congresso, agências);
  • se há prova de causa ou apenas coincidência no tempo.

Dados oficiais são essenciais para estabelecer atos de governo. Quando a alegação envolve resultados disputados, atribuição de mérito ou causa e efeito, comparamos a versão oficial com análises independentes.

Como atribuímos vereditos

O veredito avalia a alegação exata, como foi feita — não a pessoa, nem o partido. O nome desta publicação indica o objeto da nossa vigilância, não uma conclusão prévia: quando uma afirmação se sustenta, publicamos verdadeiro.

Veredito: FALSO
Provas confiáveis contradizem a afirmação central.
Veredito: ENGANOSO
Fatos apresentados de forma seletiva ou distorcida, capaz de produzir uma impressão falsa.
Veredito: PARCIALMENTE VERDADEIRO
Uma parte relevante é correta, mas faltam ressalvas importantes.
Veredito: SEM EVIDÊNCIAS SUFICIENTES
As provas confiáveis disponíveis não bastam para uma conclusão defensável.
Veredito: VERDADEIRO
Provas confiáveis sustentam a afirmação como foi feita.

“Não confirmado” não é sinônimo de falso. Quando as provas disponíveis não bastam, usamos sem evidências suficientes. Nenhum veredito é atribuído com base em manchete, trecho de busca ou engajamento nas redes.

Como lidamos com a incerteza

Cada checagem separa fatos estabelecidos, interpretações em disputa e o que não se sabe. Quando fontes confiáveis divergem, explicamos a divergência em vez de fabricar certeza. As limitações de cada apuração aparecem no fim do texto, na seção “Como checamos”.

Revisão editorial e uso de ferramentas

Nenhuma checagem é publicada sem revisão editorial humana: alguém da redação confere as fontes, a redação e o veredito antes da publicação. Checagens de alto impacto político recebem uma segunda revisão independente.

Usamos ferramentas digitais — inclusive de inteligência artificial — para localizar documentos e organizar rascunhos. Essas ferramentas não decidem vereditos e nenhum texto gerado automaticamente é publicado sem verificação humana de cada fonte.

Imagens

Usamos imagens com licença verificada (como Creative Commons) e informamos autor, licença e origem em cada checagem. As fotos ilustram o tema; não indicam que as pessoas retratadas têm relação com a alegação. Quando não há imagem adequada, usamos ilustrações identificadas como tal. Não publicamos imagens geradas por inteligência artificial como se fossem fotos reais.

Independência e conflitos de interesse

Não aceitamos financiamento de partidos, campanhas, candidatos ou governos. Quem participa da apuração declara à redação qualquer vínculo com pessoas ou organizações citadas e deixa de atuar no caso quando houver conflito. Eventuais vínculos relevantes são informados na própria checagem.

Correções e atualizações

Erros acontecem, e corrigi-los com transparência faz parte do trabalho. Para pedir uma correção, escreva paraitalojsouza@gmail.com com o link da checagem e o documento ou dado que sustenta o pedido. Respondemos a todos os pedidos fundamentados.

  • Correção: quando um dado, data, nome ou conclusão estava errado. Registramos o que mudou, quando e por quê.
  • Atualização: quando surgem fatos novos que acrescentam contexto sem invalidar o texto original.
  • Mudança de veredito: sempre registrada, com o veredito anterior e o motivo da alteração.

Nada é apagado em silêncio: cada checagem traz seu histórico, e todas as correções ficam reunidas na página decorreções.