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Mentiras da famíliaBolsonaro — página inicial

EducaçãoSalário dos professores

Piso dos professores subiu 33,24% em 2022, mas isso não foi um aumento de 33% para todos os docentes

A alegação

“Bolsonaro deu 33% de aumento a professores.”

Jair Bolsonaro, Ex-presidente da República (candidato à reeleição em 2022) ·

No debate da Band de 16 de outubro de 2022, Bolsonaro disse: “quem foi que deu o maior reajuste aos professores do Brasil? Você está olhando para ele: Jair Bolsonaro; 33%.” Em outubro de 2026, a frase “Deu 33% de aumento aos professores” voltou a circular em uma lista viral publicada pelo influenciador Pablo Marçal.

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Nosso veredito

Veredito: PARCIALMENTE VERDADEIRO

É verdade que o piso salarial nacional dos professores da educação básica pública subiu 33,24% em 2022, por portaria do MEC no governo Bolsonaro, o maior reajuste anual desde a criação da lei, em 2008. Mas o percentual saiu de uma fórmula prevista em lei, veio depois de um ano sem reajuste e vale só como mínimo para o vencimento inicial. Os salários são pagos por estados e municípios, e só 31,1% das prefeituras consultadas pela CNM aplicaram os 33,24%.

O que significa “parcialmente verdadeiro”?

Por RedaçãoPublicado em 5 min de leitura

Professora escreve no quadro branco diante de estudantes sentados em sala de aula de escola pública
Aula no Centro de Ensino Médio da Asa Norte (CEAN), escola pública de Brasília, em 2016.Imagem: Pillar Pedreira/Agência Senado · CC BY 2.0 · fonte da imagem

Resumo dos fatos

É verdade

  • O piso nacional do magistério passou de R$ 2.886,24 para R$ 3.845,63 em 2022, alta de 33,24%, com a Portaria MEC nº 67, de 4 de fevereiro de 2022.
  • Foi o maior reajuste anual do piso desde a criação da lei, em 2008. O maior anterior havia sido de 22,22%, em 2012.

Não é verdade

  • Não foi um aumento de 33% para todos os professores: o piso é o valor mínimo do vencimento inicial para jornada de até 40 horas, e quem já ganhava acima dele não tinha direito automático ao percentual.
  • Bolsonaro afirmou que o dinheiro do reajuste vinha do governo federal, mas os salários são pagos por estados e municípios, e o Fundeb é formado principalmente por impostos estaduais e municipais.

Falta contexto

  • O percentual resultou da fórmula da Lei nº 11.738/2008, que vincula a atualização ao crescimento do valor mínimo por aluno do Fundeb. O salto refletiu a ausência de reajuste em 2021 e a recuperação das receitas do fundo.
  • Havia controvérsia jurídica sobre o critério após o novo Fundeb. A consultoria jurídica do MEC chegou a dizer que o tema dependia de nova lei, mas o ministério optou por aplicar a fórmula antiga em 2022.
  • O piso vale para o magistério público da educação básica. Professores de escolas particulares e do ensino superior não são alcançados por ele.

O que está sendo afirmado

A frase “Bolsonaro deu 33% de aumento a professores” resume uma afirmação feita pelo próprio ex-presidente. No debate da Band de 16 de outubro de 2022, então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro disse: “quem foi que deu o maior reajuste aos professores do Brasil? Você está olhando para ele: Jair Bolsonaro; 33%.” Um dia antes, em entrevista a uma rádio do Maranhão, ele afirmou que seu governo deu “o maior reajuste da história dos professores, 33%”.

Em outubro de 2026, a frase “Deu 33% de aumento aos professores” voltou a circular em uma lista viral de supostos feitos do governo, publicada no Instagram pelo influenciador Pablo Marçal.

O que mostram os documentos

Um piso, não um aumento geral

O número tem base real. A Portaria MEC nº 67, de 4 de fevereiro de 2022, homologou o novo piso salarial nacional do magistério. Segundo parecer técnico do MEC, o valor foi fixado em R$ 3.845,63, “um incremento de 33,24%”. O piso anterior era de R$ 2.886,24. Foi o maior reajuste anual desde a criação da regra: a série histórica mostra que a maior alta anterior havia sido de 22,22%, em 2012.

Mas piso não é salário de todos. Pela Lei nº 11.738/2008, o piso é o valor abaixo do qual União, estados, Distrito Federal e municípios não podem fixar o vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica, para jornada de até 40 horas semanais. Quem já recebia acima do novo valor não ganhou direito automático a 33,24%. Estender o percentual ao restante da carreira depende de cada rede de ensino. A regra também não vale para escolas particulares nem para o ensino superior.

De onde veio o percentual

O índice não foi escolhido livremente. A Lei do Piso, sancionada em 2008 por Luiz Inácio Lula da Silva, mandava atualizar o valor todo mês de janeiro pelo mesmo percentual de crescimento do valor mínimo por aluno do Fundeb, o fundo que financia a educação básica.

Em 2021, o piso não teve reajuste, porque a arrecadação que alimenta o Fundeb caiu em 2020, durante a pandemia. Em 2022, com a recuperação das receitas e o reforço da União previsto na Emenda Constitucional nº 108/2020, que tornou o Fundeb permanente, o valor mínimo por aluno saltou de R$ 3.349,56 para R$ 4.462,83. Daí os 33,24%. Na prática, o índice cobriu dois anos, já que 2021 ficou sem reajuste.

Havia margem para outra decisão?

Havia controvérsia. A Lei nº 14.113/2020, sancionada por Bolsonaro, revogou a lei do antigo Fundeb, à qual a Lei do Piso fazia referência. O parecer do MEC registra que a consultoria jurídica da pasta concluiu, em 2021, que o critério de reajuste passaria a depender de nova lei do Congresso. Depois, um segundo parecer considerou “viável” usar a fórmula antiga em 2022, e o ministério seguiu esse caminho.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) contestou a portaria. A entidade estimou impacto de R$ 30,46 bilhões para as prefeituras e orientou prefeitos a não pagar o valor. Já a Agência Lupa avaliou que o governo tinha obrigação de homologar o índice. Ou seja, o percentual vinha da lei, mas a decisão de aplicá-lo foi do governo.

Quem paga a conta

Na cerimônia de assinatura, Bolsonaro afirmou: “O dinheiro é de quem? Quem é que repassa esse dinheiro para eles? Somos nós, o governo federal.” Os documentos mostram outra coisa. Professores de redes estaduais e municipais são pagos por estados e municípios. Pela EC 108, o Fundeb é formado por 20% de impostos e transferências de estados e municípios. A União entra com uma complementação, que era de no mínimo 15% desse total em 2022.

O efeito real também ficou longe de 33% para todos. Em levantamento com 4.016 municípios, a CNM informou que só 31,1% aplicaram os 33,24% e que 1.721 prefeituras adotaram outros percentuais.

Cronologia

  • 16 de julho de 2008 — Lula sanciona a Lei nº 11.738, que cria o piso nacional do magistério, com valor inicial de R$ 950.
  • 26 de agosto de 2020 — O Congresso promulga a EC 108, que torna o Fundeb permanente e amplia a complementação da União.
  • 25 de dezembro de 2020 — Bolsonaro sanciona a Lei nº 14.113, do novo Fundeb, que revoga a lei do fundo anterior.
  • Janeiro de 2021 — O piso fica sem reajuste, mantido em R$ 2.886,24.
  • 27 de janeiro de 2022 — Bolsonaro anuncia nas redes “um reajuste de 33,24% do piso salarial”.
  • 4 de fevereiro de 2022 — Bolsonaro e o ministro Milton Ribeiro assinam a Portaria nº 67, publicada no Diário Oficial em 7 de fevereiro.
  • 15 e 16 de outubro de 2022 — Em entrevista e no debate da Band, Bolsonaro diz ter dado o “maior reajuste” aos professores.
  • Janeiro de 2023 — O piso sobe 14,95%, para R$ 4.420,55, pela mesma fórmula.
  • 2026 — A Lei nº 15.437/2026 altera a Lei do Piso e adota novo critério de atualização, com base no INPC e nas receitas do Fundeb.

Por que o veredito é PARCIALMENTE VERDADEIRO

Uma parte importante da afirmação está correta: o governo Bolsonaro publicou a atualização de 33,24% do piso em 2022, a maior desde 2008, e escolheu aplicar a fórmula antiga num momento de dúvida jurídica. Mas a frase omite pontos decisivos. O percentual saiu de uma fórmula legal e compensou um ano sem reajuste. Ele vale como mínimo para o salário inicial, e não como aumento para todos os professores. A conta é paga sobretudo por estados e municípios, e a maioria das prefeituras consultadas não aplicou o índice integral. Checagens anteriores chegaram a conclusões parecidas: a CNN Brasil classificou a fala como “precisa de contexto”, e a Agência Lupa, como “falta contexto”.

Fontes (13)

Todas as fontes foram abertas e lidas pela redação. Links externos abrem o documento original.

  1. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A Lei do Piso foi sancionada em 16 de julho de 2008 por Luiz Inácio Lula da Silva e fixou o piso inicial em R$ 950.
    • O piso é o valor abaixo do qual União, estados, DF e municípios não podem fixar o vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica, para jornada de até 40 horas semanais.
    • Na redação original, o piso seria atualizado anualmente em janeiro pelo mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundeb (Lei nº 11.494/2007).
    • Vencimentos de outras jornadas devem ser, no mínimo, proporcionais ao piso.
    • Em 2026, a lei foi alterada (Medida Provisória nº 1.334/2026 e Lei nº 15.437/2026), com novo critério de atualização baseado no INPC e na receita do Fundeb.
  2. Fonte primáriaMinistério da Educação / Diário Oficial da União (cópia em PDF no site do FNDE)
    Portaria nº 67, de 4 de fevereiro de 2022 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em · endereço original

    • A Portaria MEC nº 67, de 4 de fevereiro de 2022, assinada pelo ministro Milton Ribeiro, foi publicada no DOU em 7 de fevereiro de 2022.
    • A portaria homologou o Parecer nº 2/2022 da Secretaria de Educação Básica, que apresenta o piso do magistério para 2022.
  3. Fonte primáriaMinistério da Educação — Secretaria de Educação Básica
    Parecer nº 1/2023/CGVAL/DIFOR/SEB/SEB — Piso Salarial Nacional dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública para o ano de 2023 (abre em nova aba)

    Acessado em

    • Documento técnico do MEC (assinado eletronicamente em 13 de janeiro de 2023) recapitula o cálculo do piso de 2022.
    • O piso de 2022 foi fixado em R$ 3.845,63, incremento de 33,24%, conforme o Parecer nº 2/2022 homologado pela Portaria nº 67/2022.
    • Em 2021, a Consultoria Jurídica do MEC (Parecer nº 00990/2021) entendeu que, após a EC 108/2020 e a Lei 14.113/2020, os critérios de reajuste do piso dependeriam de nova lei do Congresso.
    • Em 2022, novo parecer da Consultoria Jurídica (nº 00067/2022) considerou juridicamente viável usar, para 2022, o tratamento da Lei 11.738/2008; o MEC adotou essa interpretação.
    • O índice de 2023 (14,95%) foi calculado pela mesma metodologia, comparando o valor mínimo por aluno do Fundeb de 2022 com o de 2021 (R$ 4.462,83).
  4. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Emenda Constitucional nº 108, de 26 de agosto de 2020 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A EC 108/2020, promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado, tornou o Fundeb permanente na Constituição (art. 212-A).
    • Os fundos do Fundeb são constituídos por 20% de impostos e transferências de estados, DF e municípios; a União complementa esses recursos.
    • A complementação da União sobe progressivamente: mínimo de 12% em 2021, 15% em 2022, até 23% no sexto ano.
    • Pelo menos 70% de cada fundo deve ser destinado ao pagamento dos profissionais da educação básica.
    • A emenda prevê que lei específica disporá sobre o piso salarial do magistério da educação básica pública.
  5. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 14.113, de 25 de dezembro de 2020 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A Lei 14.113/2020, que regulamenta o novo Fundeb, foi sancionada por Jair Bolsonaro em 25 de dezembro de 2020.
    • A lei revogou, a partir de 1º de janeiro de 2021, a Lei 11.494/2007 (antigo Fundeb), à qual a Lei do Piso vinculava o critério de reajuste.
  6. JornalismoAgência Brasil (EBC)
    Professores da educação básica terão reajuste no piso salarial (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Em 27 de janeiro de 2022, Bolsonaro anunciou nas redes sociais reajuste de 33,24% no piso dos professores da educação básica.
    • Bolsonaro chamou a medida de maior aumento concedido pelo governo federal desde a criação da Lei do Piso.
    • Segundo o anúncio, mais de 1,7 milhão de professores de estados e municípios seriam beneficiados; o piso de 2022 seria de R$ 3.845,63.
  7. JornalismoAgência Brasil (EBC)
    Presidente oficializa reajuste de 33,23% para professores (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Em 4 de fevereiro de 2022, Bolsonaro e o ministro Milton Ribeiro assinaram no Planalto a portaria que elevou o piso de R$ 2.886 para R$ 3.845.
    • O piso vale para profissionais com formação de nível médio (magistério) e jornada de 40 horas semanais.
    • Na cerimônia, Bolsonaro afirmou que o dinheiro do reajuste vinha do governo federal.
    • A CNM estimou impacto de R$ 30,46 bilhões para os municípios, argumentou que o critério de reajuste foi revogado pela Lei 14.113/2020 e orientou prefeitos a não pagar o valor.
  8. JornalismoAgência Brasil (EBC)
    CNM orienta municípios a não cumprirem reajuste do magistério (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Levantamento da CNM com 4.016 municípios indicou que só 31,1% aplicaram o reajuste de 33,24% definido pela portaria do MEC em 2022.
    • Segundo a CNM, 1.721 prefeituras aplicaram percentuais diferentes do anunciado pelo governo federal.
    • A CNM sustenta que a fórmula de reajuste remete à Lei 11.494/2007, revogada pela Lei 14.113/2020, e que o MEC anunciou os 33,24% apesar de parecer contrário da AGU.
  9. JornalismoPoder360
    Bolsonaro anuncia reajuste de 33% para piso de professores (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Segundo nota do MEC, o piso passaria de R$ 2.886,24 para R$ 3.845,63 em 2022.
    • O percentual reflete o crescimento do valor anual por aluno do Fundeb, de R$ 3.349,56 (2020) para R$ 4.462,83 (2021).
    • A CNM estimou custo de cerca de R$ 30 bilhões para estados e municípios em 2022.
  10. JornalismoO Povo
    Debate da Band: Bolsonaro foi o presidente que deu o maior reajuste aos professores? (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • No debate da Band de 16 de outubro de 2022, Bolsonaro disse ter dado o maior reajuste aos professores do Brasil, de 33%.
    • O aumento de 33% no piso foi o maior já concedido, mas decorreu do novo Fundeb, aprovado pelo Congresso em 2020.
    • O pagamento dos salários é feito por estados e municípios, embora a União financie parte dos recursos via Fundeb.
  11. JornalismoCNN Brasil
    Fatos Primeiro: fala de Bolsonaro sobre piso salarial dos professores precisa de contexto (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Em entrevista ao Jornal da Difusora (MA), em 15 de outubro de 2022, Bolsonaro disse que seu governo deu o maior reajuste da história dos professores, de 33%.
    • A checagem classificou a fala como 'precisa de contexto'.
    • Em 2021 não houve reajuste do piso; a série histórica mostra 4,17% em 2019, 12,84% em 2020 e 22,22% em 2012 como maior alta anterior.
    • As mudanças no piso são custeadas por municípios e estados; a lei prevê complementação da União em casos de incapacidade comprovada.
  12. JornalismoAos Fatos
    Comparação engana ao fazer crer que Lula não reajustou piso do magistério público (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • O reajuste anual do piso em janeiro é obrigatório e está previsto na Lei 11.738/2008.
    • Em 2021, o piso do magistério não foi reajustado porque a arrecadação que alimenta o Fundeb caiu em 2020.
    • Em 2023, o piso subiu 14,95%, para R$ 4.420,55.
  13. JornalismoAgência Lupa
    Lista viral de '42 realizações de Bolsonaro' inclui obras de outros governos e nome de rodovia que não existe (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A frase 'Deu 33% de aumento aos professores' integra lista de 42 supostos feitos do governo Bolsonaro publicada no Instagram pelo influenciador Pablo Marçal em 7 de outubro; o perfil de Flávio Bolsonaro curtiu a publicação.
    • A Lupa classificou o item como 'falta contexto': o reajuste de 33,24% resultou da fórmula da Lei do Piso de 2008, após reajuste de 0% em 2021.

Como checamos

Lemos o texto da Lei nº 11.738/2008, da Emenda Constitucional nº 108/2020 e da Lei nº 14.113/2020 no site do Planalto, a Portaria MEC nº 67/2022 (cópia do Diário Oficial publicada pelo FNDE) e o Parecer nº 1/2023 da Secretaria de Educação Básica do MEC, que descreve o cálculo de 2022. Comparamos esses documentos com reportagens da Agência Brasil, do Poder360 e do O Povo e com checagens anteriores da CNN Brasil, do Aos Fatos e da Agência Lupa. Os valores são nominais, sem correção pela inflação.

Limitações

Não há dado oficial consolidado sobre quantos professores tiveram, de fato, o salário reajustado em 33,24%. O levantamento sobre adesão das prefeituras é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), parte interessada na disputa, e o número de 1,7 milhão de beneficiados é uma estimativa divulgada pelo governo da época.

Conheça a metodologia completa

Histórico desta checagem

  1. Publicação

    Versão original publicada após revisão editorial.

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