SaúdePandemia de Covid-19
Bolsonaro imitou pessoa sem ar em duas lives de 2021; vídeo não mostra “o contrário”, como disse Flávio
A alegação
“[...] aquele vídeo dele suspirando, ele [Lula] fala que estava debochando das pessoas que estavam sem ar. É mentira. Se você pegar 10 segundos antes e 10 segundos depois, você vai ver que é exatamente o contrário.”
Flávio Bolsonaro, Senador (PL) e candidato à Presidência da República ·
No debate da TV Globo de 23 de outubro de 2026, ao responder a Lula, Flávio disse, segundo transcrição da Agência Lupa: “[...] aquele vídeo dele suspirando, ele fala que estava debochando das pessoas que estavam sem ar. É mentira. Se você pegar 10 segundos antes e 10 segundos depois, você vai ver que é exatamente o contrário. É o presidente Bolsonaro criticando que, na época, se defendia que as pessoas precisavam esperar sentir falta de ar para depois irem para o hospital.” O ICL Notícias registrou a frase “O presidente Jair Bolsonaro não debochou das pessoas com falta de ar”.
Ver o registro da alegação ↗ (abre em nova aba)Nosso veredito
Veredito: FALSOÉ falso que o trecho mostre “exatamente o contrário” de deboche. Nas lives de 18 de março e 6 de maio de 2021, Jair Bolsonaro imitou, com sons de sufocamento, uma pessoa com falta de ar, em tom irônico, ao se dirigir a quem rejeitava o chamado “tratamento inicial” e ao criticar o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Flávio acerta ao dizer que o alvo declarado era a orientação do início da pandemia, que o próprio Ministério da Saúde já havia trocado em julho de 2020, mas esse contexto não transforma a imitação em defesa dos doentes.
O que significa “falso”?
Resumo dos fatos
É verdade
- Nas duas lives, o alvo declarado de Jair Bolsonaro era a orientação do início da pandemia, associada ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, de procurar o hospital só em caso de falta de ar.
Não é verdade
- O contexto não mostra “o contrário” de deboche. Em 18 de março de 2021, dirigindo-se a quem era contra o “tratamento inicial”, Bolsonaro disse “Você vai para casa, e quando você estiver lá [barulhos de alguém sufocando] com falta de ar, aí você vai para o hospital” e, em seguida, mandou quem não quisesse tomar “aquele remédio para matar piolho” ficar “na sua”.
Falta contexto
- A imitação não foi um caso isolado: em 6 de maio de 2021, Bolsonaro a repetiu em outra live e, na mesma transmissão, disse “Quem não tem alternativa, cale a boca. Deixe de ser canalha em criticar quem usa alguma coisa”.
- A orientação criticada já não valia: desde 9 de julho de 2020, o Ministério da Saúde recomendava procurar um médico desde os primeiros sintomas, mesmo leves. Mandetta foi o primeiro ministro da Saúde do próprio governo Bolsonaro.
- A ivermectina e a hidroxicloroquina, defendidas por Bolsonaro nas lives, não têm eficácia comprovada contra a Covid-19, e a OMS contraindicou o uso delas em pacientes com a doença.
- A versão de Lula no debate — o pai de Flávio “rindo e imitando uma pessoa morrendo asfixiada porque não tinha oxigênio”, associada a Manaus — vai além das reportagens de 2021 consultadas, que descrevem sons de sufocamento, mas não mencionam risadas nem Manaus.
- Em 2022, no Jornal Nacional, o próprio Jair Bolsonaro negou a imitação: “Eu queria que você botasse no ar eu imitando a falta de ar”.
O que está sendo afirmado
No debate da TV Globo de 23 de outubro de 2026, o último antes do segundo turno, o presidente Lula (PT) disse que Flávio Bolsonaro só teria ouvido falar de Manaus e do Norte “quando o pai dele apareceu na televisão rindo e imitando uma pessoa morrendo asfixiada porque não tinha oxigênio” (Poder360).
Flávio (PL) rebateu. Segundo a transcrição da Agência Lupa, ele disse: “[…] aquele vídeo dele suspirando, ele fala que estava debochando das pessoas que estavam sem ar. É mentira. Se você pegar 10 segundos antes e 10 segundos depois, você vai ver que é exatamente o contrário. É o presidente Bolsonaro criticando que, na época, se defendia que as pessoas precisavam esperar sentir falta de ar para depois irem para o hospital.”
O O Povo registrou a mesma resposta com pequenas diferenças de transcrição. O ICL Notícias anotou a frase “O presidente Jair Bolsonaro não debochou das pessoas com falta de ar”.
Esta checagem verifica a defesa de Flávio: se o vídeo, visto com o contexto, mostra o contrário de deboche.
O que mostram os registros
O vídeo existe, e o episódio não foi único. Na live semanal de quinta-feira, 18 de março de 2021, Jair Bolsonaro defendeu o que chamava de “tratamento inicial” contra a Covid-19 e se dirigiu a quem discordava dele.
Segundo a transcrição do Poder360, publicada no mesmo dia, ele disse: “O apelo que eu faço a quem é contra [o tratamento inicial]… Sem problemas. Se você começar a sentir um negócio esquisito lá, você segue a receita do ministro Mandetta. Você vai para casa, e quando você estiver lá [barulhos de alguém sufocando] com falta de ar, aí você vai para o hospital”.
O Estado de Minas descreveu a mesma cena, com “sons de pessoa sufocando”. O trecho está no vídeo divulgado pelo Poder360; segundo o veículo, a imitação começa em 1 minuto e 30 segundos.
Logo depois, Bolsonaro contou ter perguntado a Mandetta o que “o cara com falta de ar” faria no hospital e deu a entender que a resposta seria “para ser entubado”. Em seguida, falou a quem rejeitava a ivermectina: “Você que não quer o tratamento inicial, você que não quer tomar aquele remédio para matar piolho, que não mata ninguém, fique na sua” (Poder360).
Em 6 de maio de 2021, dois dias depois do depoimento de Mandetta à CPI da Covid, a cena se repetiu. Na live, Bolsonaro disse: “Fica em casa e, quando estiver sentindo falta de ar (imita uma pessoa com falta de ar), vai para o hospital para fazer o quê? Se não tem remédio comprovado? Para ser intubado”. Na mesma transmissão, afirmou: “Quem não tem alternativa, cale a boca. Deixe de ser canalha em criticar quem usa alguma coisa” (Poder360).
Os segundos anteriores e posteriores à imitação, portanto, não mostram uma defesa de pacientes. Mostram Bolsonaro ironizando quem rejeitava remédios sem eficácia comprovada e usando, para isso, a imitação de uma pessoa sufocando. A Lupa lembra que a Organização Mundial da Saúde contraindicou, diversas vezes, o uso de ivermectina e hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19.
O que era a orientação criticada
Flávio acerta num ponto: nas duas lives, o alvo declarado era a recomendação do começo da pandemia de procurar o hospital só em caso de falta de ar. Quando era ministro, Mandetta — o primeiro ministro da Saúde do governo Bolsonaro, demitido nos meses iniciais da pandemia — pediu que os brasileiros só buscassem atendimento por Covid-19 se sentissem falta de ar, segundo o Poder360.
Essa orientação, porém, já não valia quando as lives aconteceram. Em 9 de julho de 2020, mais de oito meses antes da primeira imitação, o Ministério da Saúde trocou a estratégia “fique em casa” pela recomendação de procurar um médico desde os primeiros sintomas, mesmo leves (Poder360).
O que as duas versões deixam de fora
A fala de Lula também vai além dos registros consultados. As reportagens de 2021 descrevem sons de sufocamento, mas não mencionam risadas nem fazem referência a Manaus. A falta de oxigênio nos hospitais da capital amazonense ocorreu em janeiro de 2021; a primeira imitação, em março (Poder360). Esta checagem, no entanto, avalia a fala de Flávio.
O próprio Jair Bolsonaro já havia negado o episódio. No Jornal Nacional de 22 de agosto de 2022, quando a apresentadora Renata Vasconcellos citou as imitações, ele respondeu: “Eu queria que você botasse no ar eu imitando a falta de ar” (transcrição do Poder360). Na mesma entrevista, voltou a atacar o que chamou de “protocolo do Mandetta”.
Cronologia
- 9 de julho de 2020 — O Ministério da Saúde passa a orientar que pessoas com sintomas de Covid-19, mesmo leves, procurem atendimento médico.
- 14 de janeiro de 2021 — Acabam os estoques de oxigênio em hospitais de Manaus.
- 18 de março de 2021 — Em live, Jair Bolsonaro imita uma pessoa com falta de ar ao criticar Mandetta e quem rejeitava o “tratamento inicial”.
- 6 de maio de 2021 — Em nova live, ele repete a imitação e chama de “canalha” quem critica a cloroquina e a ivermectina sem apresentar alternativa.
- 22 de agosto de 2022 — No Jornal Nacional, Bolsonaro nega ter imitado a falta de ar.
- 23 de outubro de 2026 — No debate da Globo, Flávio diz que o vídeo mostra “exatamente o contrário” de deboche.
Por que o veredito é FALSO
O centro da fala de Flávio é que o vídeo, visto com o contexto, mostra o oposto de deboche. Os registros da época contradizem isso. Em duas transmissões, Jair Bolsonaro imitou, com sons de sufocamento, uma pessoa com falta de ar, em tom irônico, dirigindo-se a quem rejeitava remédios sem eficácia comprovada e atacando uma orientação que o próprio governo já tinha substituído.
Flávio está certo ao dizer que o alvo declarado era a orientação associada a Mandetta. Mas esse contexto não transforma a cena em uma defesa dos doentes, como ele afirmou.
A Lupa e o ICL Notícias classificaram a fala de Flávio como falsa. O Aos Fatos concluiu que Bolsonaro “debochou sim de pessoas com sintomas de falta de ar por causa da Covid-19”. O O Povo avaliou que falta contexto à afirmação.
Fontes (11)
Todas as fontes foram abertas e lidas pela redação. Links externos abrem o documento original.
- JornalismoAgência LupaNa Globo, Lula repete erro sobre PIB; Flávio faz acusações falsas e já desmentidas contra petista (abre em nova aba)
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- No debate da TV Globo de 23 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro disse que era mentira que o vídeo do pai “suspirando” mostrasse deboche e que “10 segundos antes e 10 segundos depois” mostrariam “exatamente o contrário”.
- A Lupa classificou essa fala de Flávio como FALSO: Jair Bolsonaro imitou uma pessoa com falta de ar em lives de 18 de março e 6 de maio de 2021.
- No mesmo debate, Lula disse que no governo de Jair Bolsonaro “quem tomava vacina ia virar gay. E ia virar jacaré”; a Lupa classificou a fala como VERDADEIRO.
- Segundo a Lupa, em 17 de dezembro de 2020, em evento na Bahia, Bolsonaro citou, em tom de ironia, “homem começar a falar fino” e “virar um jacaré” entre possíveis efeitos colaterais da vacina, ao criticar cláusulas do contrato da Pfizer.
- A OMS contraindicou o uso de ivermectina e hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19.
- JornalismoO PovoFlávio fala a verdade ao dizer que pai não debochou de pacientes da Covid? Entenda contexto (abre em nova aba)
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- No debate da TV Globo, Flávio Bolsonaro afirmou que o vídeo do pai “suspirando” não mostrava deboche, mas uma crítica à orientação de esperar sentir falta de ar para ir ao hospital.
- O Povo avaliou que falta contexto à fala de Flávio: no vídeo, Bolsonaro defendia o chamado tratamento precoce com ivermectina e criticava o ex-ministro Mandetta.
- Em julho de 2020, o Ministério da Saúde passou a orientar que pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19 procurassem atendimento médico.
- JornalismoICL Notícias‘De onde vem esse dinheiro’, pergunta Lula, sobre casa de R$ 10 milhões de Flávio Bolsonaro (abre em nova aba)
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- Na cobertura com checagem do debate da Globo, o ICL Notícias registrou Flávio Bolsonaro dizendo que o pai não debochou das pessoas com falta de ar e classificou a fala como FALSO.
- Segundo o ICL, Jair Bolsonaro imitou pessoas com falta de ar em pelo menos duas ocasiões durante a pandemia.
- JornalismoAos FatosChecamos Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Globo (abre em nova aba)
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- O Aos Fatos resumiu sua checagem de uma fala de Flávio no debate da Globo com a frase “O ex-presidente Jair Bolsonaro debochou sim de pessoas com sintomas de falta de ar por causa da Covid-19”.
- O Aos Fatos resumiu sua checagem de uma fala de Lula com a frase “Bolsonaro de fato disseminou a desinformação de que vacinas contra Covid-19 poderiam transformar as pessoas em gays ou jacarés”.
- Na data de acesso, a íntegra das checagens (transcrição comentada) ainda estava “em atualização”.
- JornalismoPoder360Flávio só ouviu falar do Norte quando Jair imitou falta de ar, diz Lula (abre em nova aba)
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- No debate da Globo, Lula disse que Flávio só ouviu falar de Manaus e do Norte quando o pai apareceu na televisão “rindo e imitando uma pessoa morrendo asfixiada porque não tinha oxigênio”.
- Flávio rebateu dizendo que Lula divulgava informação falsa e que o vídeo foi retirado de contexto.
- A crise de oxigênio em Manaus ocorreu em janeiro de 2021; em 14 de janeiro os estoques acabaram em diversas unidades hospitalares.
- A primeira imitação ocorreu em 18 de março de 2021 e a segunda em 6 de maio de 2021, ambas em transmissões ao vivo e com críticas a Mandetta.
- JornalismoPoder360Bolsonaro imita pessoa com falta de ar e critica Mandetta (abre em nova aba)
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- Na live de 18 de março de 2021, Jair Bolsonaro imitou uma pessoa com falta de ar, fazendo sons guturais, ao criticar quem se opunha ao “tratamento inicial” e o ex-ministro Henrique Mandetta.
- Bolsonaro disse: “Você vai para casa, e quando você estiver lá [barulhos de alguém sufocando] com falta de ar, aí você vai para o hospital”.
- Na mesma live, Bolsonaro disse a quem não queria tomar “aquele remédio para matar piolho” (referência à ivermectina) que ficasse “na sua”.
- Quando era ministro, Mandetta pediu que só se procurasse atendimento por Covid-19 em caso de falta de ar; em 9 de julho de 2020, o Ministério da Saúde passou a recomendar atendimento a todos com sintomas suspeitos.
- Henrique Mandetta foi o primeiro ministro da Saúde do governo Bolsonaro e foi demitido nos meses iniciais da pandemia.
- JornalismoEstado de MinasBolsonaro critica Mandetta e imita pessoa com falta de ar (abre em nova aba)
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- Na live semanal de 18 de março de 2021, Bolsonaro disse que quem criticasse o chamado “tratamento inicial” deveria procurar um hospital caso sentisse algum sintoma, como Mandetta orientava, e imitou sons de uma pessoa sufocando.
- Na mesma transmissão, Bolsonaro defendeu remédios sem comprovação científica contra a Covid-19, como ivermectina, azitromicina e cloroquina.
- Fonte primáriaPoder360 (canal no YouTube)Mandetta queria que pessoas ficassem em casa até faltar o ar, diz Bolsonaro (abre em nova aba)
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- Vídeo de 3min1s com o trecho da live de 18 de março de 2021 em que Bolsonaro imita uma pessoa com falta de ar ao criticar quem se opunha ao “tratamento inicial” e o ex-ministro Mandetta.
- JornalismoPoder360Bolsonaro volta a imitar pessoa com falta de ar e chama Mandetta de “canalha” (abre em nova aba)
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- Na live de 6 de maio de 2021, dois dias depois do depoimento de Mandetta à CPI da Covid, Bolsonaro voltou a imitar uma pessoa com falta de ar ao criticar o ex-ministro.
- Na mesma live, Bolsonaro disse: “Quem não tem alternativa, cale a boca. Deixe de ser canalha em criticar quem usa alguma coisa”.
- JornalismoPoder360Governo orienta pessoas com sintomas leves de covid-19 a buscarem hospital (abre em nova aba)
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- Em 9 de julho de 2020, o Ministério da Saúde trocou a estratégia “fique em casa” pela orientação de procurar um médico já nos primeiros sintomas de Covid-19, mesmo leves.
- JornalismoPoder360Leia a transcrição da entrevista de Bolsonaro ao “JN” (abre em nova aba)
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- Na entrevista ao Jornal Nacional de 22 de agosto de 2022, questionado sobre ter imitado pacientes com falta de ar, Jair Bolsonaro respondeu: “Eu queria que você botasse no ar eu imitando a falta de ar”.
- Na mesma entrevista, Bolsonaro disse: “No início, o protocolo do Mandetta era: vá para casa. Quando sentir falta de ar, procura um hospital”.
- Questionado sobre ter dito que quem tomasse a vacina poderia virar jacaré, Bolsonaro afirmou que o contrato da Pfizer dizia “Não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral” e que usou “uma figura de linguagem, ‘jacaré’”.
Como checamos
Comparamos a fala de Flávio Bolsonaro, conforme transcrita pela Agência Lupa, pelo O Povo e pelo ICL Notícias, com as reportagens publicadas no dia de cada live (Poder360 e Estado de Minas, em 18 de março de 2021; Poder360, em 6 de maio de 2021), que transcrevem as falas de Jair Bolsonaro, e com o vídeo da live de março divulgado pelo Poder360. Verificamos a data em que o Ministério da Saúde mudou a orientação sobre quando procurar atendimento e a resposta de Bolsonaro sobre o tema no Jornal Nacional de 2022. Também consultamos as checagens do debate publicadas por Lupa, Aos Fatos, ICL Notícias e O Povo.
Limitações
Não assistimos à íntegra das duas lives; as falas foram verificadas pelas transcrições de Poder360 e Estado de Minas e pelos vídeos editados divulgados pelo Poder360. As transcrições da resposta de Flávio feitas por Lupa, O Povo e ICL têm pequenas diferenças de palavras. Um texto do Poder360 de agosto de 2022 data a primeira imitação em “18 de maio”, mas a reportagem original, a legenda do vídeo e as demais fontes indicam 18 de março de 2021. Chamar a imitação de “deboche” envolve juízo de valor; o veredito se apoia no que Flávio afirmou — que o contexto mostra o oposto — e no que os registros mostram. Na data de acesso, a checagem detalhada do Aos Fatos ainda estava em atualização.
Histórico desta checagem
- Publicação
Versão original publicada após revisão editorial.
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