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Mentiras da famíliaBolsonaro — página inicial

SaúdeHospitais filantrópicos

É falso que governo Lula não fez nada pela dívida das santas casas; crédito do FGTS foi reaberto em 2026

A alegação

“E você não fez nada para ajudar a reduzir a dívida das Santas Casas.”

Flávio Bolsonaro, Senador (PL-RJ) e candidato à Presidência da República ·

No último debate do segundo turno, na TV Globo, em 23 de outubro de 2026, Flávio usou a tréplica sobre o SUS para mandar “um recado a todas as santas casas do Brasil”: “Hoje vocês estão sufocados, estão devendo.” Em seguida, disse a Lula: “E você não fez nada para ajudar a reduzir a dívida das Santas Casas. Eu vou ajudar a refinanciar essas dívidas”, segundo a transcrição publicada pelo Aos Fatos.

Ver o registro da alegação ↗ (abre em nova aba)

Nosso veredito

Veredito: FALSO

A afirmação é falsa. Em fevereiro de 2026, o governo Lula reabriu por medida provisória a linha de crédito com recursos do FGTS para hospitais filantrópicos, parada desde o fim de 2022, com prioridade para a reestruturação de dívidas; a regra virou lei em agosto. Em 2023, o governo já havia reaberto o parcelamento especial de dívidas tributárias do setor. As medidas, porém, chegaram no último ano do mandato, não haviam alcançado a maioria das instituições até junho e trocam dívidas caras por mais baratas, sem eliminar o endividamento.

O que significa “falso”?

Por RedaçãoPublicado em 5 min de leitura

Fachada neoclássica do hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, com colunas e frontão, entre árvores
Fachada do hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.Imagem: Luiz Eugenio Teixeira Leite · CC BY-SA 4.0 · fonte da imagem

Resumo dos fatos

É verdade

  • As santas casas estão, de fato, endividadas. Ao editar a MP nº 1.336/2026, o próprio governo descreveu um quadro de elevado endividamento e encargos financeiros perto de 18% ao ano.

Não é verdade

  • Em 6 de fevereiro de 2026, Lula editou a MP nº 1.336, que reabriu até 2030 a linha de crédito com recursos do FGTS para hospitais filantrópicos, encerrada no fim de 2022. O objetivo declarado era reestruturar dívidas, trocando encargos de cerca de 18% ao ano por cerca de 12%.
  • A MP perdeu a validade em 5 de junho sem votação, mas o texto voltou como projeto de lei e foi sancionado por Lula como Lei nº 15.486, em 6 de agosto de 2026. Antes disso, portaria do Ministério da Saúde elevou de 25% para 55% a fatia da linha reservada à reestruturação de dívidas, segundo a CMB.
  • Em maio de 2023, a Lei nº 14.592, sancionada por Lula, reabriu o prazo do programa especial de parcelamento de dívidas tributárias das santas casas criado em 2022.

Falta contexto

  • A linha do FGTS não foi criada pelo atual governo: surgiu em 2018, no governo Temer, e operou de 2019 a 2022, no governo Bolsonaro, com cerca de R$ 3 bilhões para 140 hospitais, incluindo 122 operações de reestruturação financeira. O prazo venceu no fim de 2022 e só foi renovado em 2026.
  • O alcance das medidas de 2026 é limitado até aqui. A CMB disse que a maioria das instituições não conseguiu contratar antes do fim da MP, e não há dado oficial consolidado de quanto foi contratado diante dos R$ 8,5 bilhões previstos.
  • Crédito novo não apaga dívida: troca empréstimos caros por mais baratos e alonga prazos. Isso reduz parcelas e juros, mas não elimina o saldo devedor nem a causa apontada pelo setor, a remuneração do SUS abaixo dos custos.

O que está sendo afirmado

No último debate do segundo turno, exibido pela TV Globo em 23 de outubro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, usou a tréplica sobre o SUS para falar das santas casas. Segundo a transcrição publicada pelo Aos Fatos, ele disse: “Eu quero dar um recado a todas as santas casas do Brasil. Hoje vocês estão sufocados, estão devendo.” Em seguida, dirigiu-se a Lula: “E você não fez nada para ajudar a reduzir a dívida das Santas Casas. Eu vou ajudar a refinanciar essas dívidas.”

O Tempo e a Tribuna do Planalto registraram a mesma passagem. Segundo O Tempo, o senador disse que as dívidas são com a Caixa Econômica Federal.

O que mostram os documentos

Uma linha de crédito criada em 2018

Hospitais filantrópicos podem tomar empréstimos com dinheiro do FGTS desde a Lei nº 13.778/2018, sancionada por Michel Temer. A lei reservou 5% do programa de aplicações do fundo para essas operações, limitou os juros aos do financiamento habitacional pró-cotista e autorizou Caixa, Banco do Brasil e BNDES a operar os empréstimos.

A Lei nº 13.832/2019, sancionada por Jair Bolsonaro, fixou um prazo: as aplicações ocorreriam “até o final do exercício de 2022”. Nesse período, o FGTS aplicou cerca de R$ 3 bilhões em 140 hospitais, em 134 operações sem destinação específica e 122 de reestruturação financeira, segundo a exposição de motivos da MP nº 1.336/2026. O prazo venceu no fim de 2022 sem prorrogação.

A reabertura em 2026

A linha ficou parada por mais de três anos. Em 6 de fevereiro de 2026, Lula editou a Medida Provisória nº 1.336, que estendeu o prazo até o fim de 2030. Na exposição de motivos, os ministros do Trabalho e da Saúde escreveram que a retomada permitiria “a reestruturação de dívidas das entidades com encargos financeiros de 18% a.a. para aproximadamente 12% a.a.”.

Segundo a Confederação das Santas Casas (CMB), a linha prevê R$ 8,5 bilhões, com prioridade para trocar dívidas caras, inclusive com outros bancos, em até 15 anos. O Conselho Curador do FGTS exigiu adesão ao programa Agora Tem Especialistas. Em maio, portaria do Ministério da Saúde elevou de 25% para 55% a fatia reservada à reestruturação financeira, segundo a CMB.

Em 3 de junho, a Caixa assinou os primeiros contratos. Na cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que a medida baixava os juros “de mais de 20% para 11%”, relatou a CMB. O Aos Fatos, citando a Agência Estado, informou que um acordo entre Ministério da Saúde e Caixa liberou R$ 1 bilhão naquele mês.

A MP, porém, perdeu a validade em 5 de junho sem ser votada. Em 19 de maio, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) já havia apresentado o PL nº 2.465/2026, com o mesmo texto. O projeto passou pela Câmara e pelo Senado, em 15 de julho, e foi sancionado como Lei nº 15.486, em 6 de agosto. Na cerimônia, Ministério da Saúde e Caixa assinaram um protocolo para contratar os recursos então disponíveis, que “ultrapassam R$2 bilhões”, segundo a CMB.

A Caixa mantém ainda uma linha própria, a Caixa Hospitais, cujo prazo de pagamento foi ampliado em 2026 de 120 para até 180 meses, informou a CMB.

Dívidas com o Fisco

Parte do endividamento é tributária. Em 2022, a Lei nº 14.375, sancionada por Bolsonaro, criou um programa especial para santas casas parcelarem débitos em até 120 meses. Em maio de 2023, a Lei nº 14.592, sancionada por Lula, reabriu o prazo de adesão e incluiu débitos mais recentes.

Além disso, a Lei nº 15.233/2025, do programa Agora Tem Especialistas, permite que hospitais privados, com ou sem fins lucrativos, recebam créditos por atendimentos ao SUS e os usem para abater tributos federais, até R$ 2 bilhões por ano.

O que o crédito faz e o que não faz

As linhas de crédito não perdoam dívidas: trocam empréstimos caros por mais baratos e alongam prazos, o que reduz parcelas e juros, mas não zera o saldo devedor. A Gazeta do Paraná, que também classificou a fala como falsa, ressalva que as medidas não demonstram queda da dívida total.

A CMB, que elogiou a retomada, afirmou em junho que “a maioria das Santas Casas e hospitais filantrópicos não teve tempo suficiente” para contratar antes do fim da MP. Não há dado oficial consolidado do valor contratado diante dos R$ 8,5 bilhões previstos. E a entidade atribui o endividamento histórico a uma remuneração do SUS que não cobre os custos, problema que crédito não resolve.

No governo Bolsonaro, além de operar a linha do FGTS, a União repassou até R$ 2 bilhões em auxílio emergencial às santas casas na pandemia, pela Lei nº 13.995/2020. O dinheiro era destinado a insumos, equipamentos e equipes, não ao pagamento de dívidas.

Cronologia

  • 26 de dezembro de 2018 — Lei nº 13.778, sancionada por Temer, autoriza crédito do FGTS a hospitais filantrópicos.
  • 4 de junho de 2019 — Lei nº 13.832, sancionada por Bolsonaro, limita as operações até o fim de 2022.
  • 21 de junho de 2022 — Lei nº 14.375 cria o parcelamento especial de dívidas tributárias das santas casas.
  • 31 de dezembro de 2022 — Termina o prazo da linha do FGTS.
  • 30 de maio de 2023 — Lei nº 14.592, sancionada por Lula, reabre o parcelamento tributário.
  • 6 de fevereiro de 2026 — MP nº 1.336 reabre a linha do FGTS até 2030.
  • 3 de junho de 2026 — Caixa assina os primeiros contratos; dois dias depois, a MP perde a validade.
  • 6 de agosto de 2026 — Lula sanciona a Lei nº 15.486, que reabre a linha até 2030.
  • 23 de outubro de 2026 — No debate da Globo, Flávio diz que Lula “não fez nada”.

Por que o veredito é FALSO

Flávio afirmou que Lula não fez nada para ajudar a reduzir a dívida das santas casas. Os documentos mostram o contrário: o governo reabriu, por medida provisória e depois por lei, a linha de crédito do FGTS com o objetivo declarado de reestruturar dívidas, priorizou essa finalidade na regulamentação e, em 2023, reabriu o parcelamento de débitos tributários do setor.

O alcance dessas medidas é discutível: chegaram no último ano do mandato, após três anos sem a linha do FGTS, não haviam alcançado a maioria das instituições até junho e não atacam a causa do endividamento apontada pelo setor. Isso sustenta críticas à demora e à escala da ajuda, não a afirmação de que nada foi feito.

Fontes (24)

Todas as fontes foram abertas e lidas pela redação. Links externos abrem o documento original.

  1. JornalismoAos Fatos
    Checamos Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Globo (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • O debate da TV Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro ocorreu na sexta-feira, 23 de outubro de 2026.
    • O Aos Fatos resumiu sua checagem assim: o governo abriu linhas de crédito da Caixa e com recursos do FGTS para reduzir a dívida das santas casas, diferentemente do que diz Flávio.
    • A página publica a transcrição do debate, feita com a ferramenta Escriba, com as checagens anexadas.
  2. JornalismoAos Fatos
    Transcrição com checagens do debate da Globo (dados do Escriba, Aos Fatos) (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Na tréplica sobre o SUS, Flávio Bolsonaro disse: “Eu quero dar um recado a todas as santas casas do Brasil. Hoje vocês estão sufocados, estão devendo.”
    • Em seguida, Flávio disse a Lula: “E você não fez nada para ajudar a reduzir a dívida das Santas Casas.” E prometeu: “Eu vou ajudar a refinanciar essas dívidas.”
    • O Aos Fatos classificou o trecho como falso e citou acordo do Ministério da Saúde com a Caixa, em junho de 2026, que teria liberado R$ 1 bilhão em crédito a hospitais filantrópicos, além da lei sancionada em agosto que reabriu a linha com recursos do FGTS até 2030.
  3. JornalismoO Tempo
    Lula cobra Flávio Bolsonaro por Covid; senador diz que petista votou contra a Constituição (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • No bloco sobre saúde do debate da Globo, Flávio disse que as santas casas estão sufocadas por dívidas com a Caixa Econômica Federal e prometeu ajudar a refinanciá-las.
  4. JornalismoTribuna do Planalto
    Debate Globo: Flávio admite erro sobre licença-maternidade e Lula é cobrado por dívidas e crise na saúde (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Flávio propôs, no debate da Globo, renegociar dívidas das santas casas e atualizar a tabela do SUS.
    • Flávio declarou: “Eu vou ajudar a refinanciar essas dívidas. E mais: eu vou atualizar a tabela SUS”.
  5. JornalismoGazeta do Paraná
    2° bloco do debate da Globo: confira as checagens das declarações sobre saúde, economia e programas sociais (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A Gazeta do Paraná classificou como FALSA a fala de Flávio de que o governo Lula não fez nada para reduzir as dívidas das santas casas.
    • A checagem ressalva que as medidas, por si só, não demonstram que a dívida total das instituições caiu.
  6. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 13.778, de 26 de dezembro de 2018 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A lei, conversão da Medida Provisória nº 848/2018 e sancionada por Michel Temer, autorizou a aplicação de recursos do FGTS em operações de crédito para hospitais filantrópicos que atendem o SUS de forma complementar.
    • O programa de aplicações do FGTS passou a destinar 5% a essas operações; Caixa, Banco do Brasil e BNDES podem atuar como agentes financeiros.
    • Os juros não podem superar os do financiamento habitacional pró-cotista, e o risco das operações fica com os bancos.
  7. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 13.832, de 4 de junho de 2019 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A lei, conversão da Medida Provisória nº 859/2018 e sancionada por Jair Bolsonaro, fixou que as aplicações do FGTS em crédito para hospitais filantrópicos ocorreriam até o fim de 2022.
    • A lei atribuiu ao Ministério da Saúde a regulamentação e as metas dessas operações de crédito.
  8. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 13.995, de 5 de maio de 2020 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Sancionada por Jair Bolsonaro, a lei previu auxílio financeiro emergencial de até R$ 2 bilhões às santas casas e hospitais filantrópicos em 2020, para o combate à Covid-19.
    • O dinheiro deveria ser aplicado em medicamentos, insumos, equipamentos, leitos de UTI e contratação de profissionais.
  9. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 14.375, de 21 de junho de 2022 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Sancionada por Jair Bolsonaro, a lei criou o Programa Especial de Regularização Tributária para santas casas, hospitais e entidades beneficentes de saúde certificadas.
    • O programa permitia parcelar em até 120 meses débitos tributários e não tributários vencidos até 30 de abril de 2022, com adesão em até 60 dias.
  10. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 14.592, de 30 de maio de 2023 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Sancionada por Lula, a lei reabriu por 90 dias o prazo de adesão ao programa especial de regularização tributária das santas casas criado pela Lei nº 14.375/2022.
    • A reabertura passou a abranger débitos vencidos até a publicação da lei, com parcelamento em até 120 meses.
  11. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 15.233, de 7 de outubro de 2025 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A lei, conversão da MP nº 1.301/2025, criou o programa Agora Tem Especialistas, aberto a hospitais privados com ou sem fins lucrativos.
    • Os hospitais que atendem pelo programa recebem créditos financeiros usados prioritariamente para compensar dívidas tributárias federais em negociação.
    • Os créditos são limitados a R$ 2 bilhões por ano, e o programa vale até 31 de dezembro de 2030.
  12. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Medida Provisória nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Assinada por Lula, a MP prorrogou até o fim de 2030 o prazo para aplicação do FGTS em crédito a hospitais filantrópicos, que havia terminado em 2022.
    • A página do Planalto marca a MP com vigência encerrada.
  13. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Exposição de Motivos nº 256/2026 (MTE/MS), de 5 de fevereiro de 2026, que acompanha a MP nº 1.336/2026 (abre em nova aba)

    Acessado em

    • Entre 2019 e 2022, o FGTS aplicou cerca de R$ 3 bilhões em 140 hospitais filantrópicos, em 134 operações sem destinação específica e 122 operações de reestruturação financeira.
    • Segundo os ministros do Trabalho e da Saúde, a retomada da linha permitiria reestruturar dívidas com encargos de 18% ao ano para cerca de 12% ao ano.
    • O documento descreve as santas casas em situação crítica, com elevado endividamento e restrição de caixa.
    • A medida não gera impacto no Orçamento da União, porque usa recursos do FGTS.
  14. Fonte primáriaCongresso Nacional (texto no portal do Planalto)
    Ato Declaratório do Presidente da Mesa do Congresso Nacional nº 48, de 2026 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A MP nº 1.336/2026 teve sua vigência encerrada em 5 de junho de 2026, sem ser votada.
  15. Fonte primáriaCâmara dos Deputados
    Projeto de Lei nº 2.465/2026 (do Sr. Paulo Pimenta) — inteiro teor (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou o projeto em 19 de maio de 2026 para reproduzir o conteúdo da MP nº 1.336/2026 e prorrogar a linha do FGTS até 2030.
    • A justificativa estima que a reestruturação pode reduzir encargos de cerca de 18% ao ano para cerca de 12% ao ano.
  16. Fonte primáriaSenado Federal
    Projeto de Lei nº 2465, de 2026 — tramitação (abre em nova aba)

    Acessado em

    • O Senado aprovou o PL 2.465/2026 em 15 de julho de 2026, com relatoria do senador Nelsinho Trad, e o enviou à sanção.
    • O projeto foi sancionado em 6 de agosto de 2026 e transformado na Lei nº 15.486.
  17. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 15.486, de 6 de agosto de 2026 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Sancionada por Lula, a lei prorrogou até o fim de 2030 as aplicações do FGTS em crédito a hospitais filantrópicos e instituições sem fins lucrativos que atendem o SUS.
    • A lei também mandou aplicar o art. 38, § 2º, da LC 187/2021 (que suspende a cobrança de autuações contra entidades beneficentes enquanto se decide sobre a certificação e as cancela se ela for mantida) a créditos tributários ainda não definitivamente constituídos, mesmo de fatos anteriores a 16 de dezembro de 2021.
  18. OutraConfederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB)
    CMB participa de reunião no Palácio do Planalto para tratar de pautas estruturantes da saúde filantrópica (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Em janeiro de 2026, a CMB levou ao vice-presidente Geraldo Alckmin o tema do endividamento histórico do setor.
    • Segundo a CMB, o endividamento decorre de anos de serviços prestados ao SUS com remuneração que não cobre os custos dos procedimentos.
  19. OutraConfederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB)
    Lula assina medida provisória que autoriza uso do FGTS por entidades filantrópicas da saúde (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Lula assinou a MP nº 1.336/2026 em 6 de fevereiro de 2026, em Salvador, com a presença do presidente da CMB.
    • Segundo a CMB, as condições incluem redução de até 30% nos juros, prazo de 120 para 180 meses e carência inicial.
    • O governo estimava destinar cerca de R$ 4 bilhões às entidades filantrópicas já em 2026.
  20. OutraConfederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB)
    Linha de crédito do FGTS para hospitais filantrópicos é detalhada em CMB Online e reúne grande participação do setor (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A nova linha do FGTS prevê R$ 8,5 bilhões para hospitais filantrópicos, em três modalidades: capital de giro, reestruturação financeira e investimentos.
    • A prioridade inicial é a reestruturação de dívidas, inclusive a quitação de dívidas com outros bancos, com prazo de até 15 anos.
    • O Conselho Curador do FGTS exigiu adesão ao programa Agora Tem Especialistas para acesso ao crédito.
  21. OutraConfederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB)
    Caixa Econômica Federal e CMB discutem novas linhas de crédito para hospitais filantrópicos (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Na linha Caixa Hospitais, da Caixa Econômica Federal, o prazo de pagamento foi ampliado de 120 para até 180 meses.
    • A linha do FGTS deveria permitir a reestruturação de dívidas, vinculada à adesão ao Agora Tem Especialistas.
  22. OutraConfederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB)
    CMB comemora esta sexta-feira de boas notícias para os hospitais: a liberação de parcela dos recursos da Lei 14.820/2024 e a publicação da portaria que regulamenta a linha de crédito do FGTS (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A Portaria GM/MS nº 11.039/2026 regulamentou a linha de crédito do FGTS para hospitais filantrópicos.
    • Para 2026, a portaria elevou de 25% para 55% a fatia do orçamento da linha destinada à reestruturação financeira.
    • Segundo a CMB, a linha abre espaço para a reestruturação da dívida bancária dos hospitais.
  23. OutraConfederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB)
    CMB valoriza avanço da linha FGTS-Saúde e seguirá atuando pela continuidade do crédito às Santas Casas (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Em 3 de junho de 2026, a Caixa promoveu cerimônia de assinatura de contratos da linha Caixa Hospitais/FGTS-Saúde, voltada à reestruturação financeira e a investimentos.
    • O vice-presidente Geraldo Alckmin disse que a linha baixa os juros de mais de 20% para 11% e alonga as dívidas.
    • A CMB afirmou que a maioria das santas casas não teve tempo de concluir a contratação antes do fim da vigência da MP, em 5 de junho.
  24. OutraConfederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB)
    Mobilização da CMB fortalece linha de crédito para hospitais filantrópicos (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Lula sancionou o PL 2.465/2026 em 6 de agosto de 2026, em cerimônia no Palácio do Planalto.
    • Ministério da Saúde e Caixa assinaram protocolo para contratar a totalidade dos recursos então disponíveis para o programa, acima de R$ 2 bilhões.
    • O projeto foi aprovado pela Câmara em 8 de julho e pelo Senado em 15 de julho de 2026.

Como checamos

A fala de Flávio foi conferida na transcrição do debate publicada pelo Aos Fatos e comparada com os relatos de O Tempo e da Tribuna do Planalto. Lemos no portal do Planalto as Leis nº 13.778/2018, 13.832/2019, 13.995/2020, 14.375/2022, 14.592/2023, 15.233/2025 e 15.486/2026, a MP nº 1.336/2026, sua exposição de motivos e o ato que declarou o fim de sua vigência; o projeto de lei na Câmara; e a tramitação no Senado. Detalhes de regulamentação e de contratação vieram de comunicados da Confederação das Santas Casas (CMB). Valores são nominais.

Limitações

Não há dado oficial consolidado de quanto foi efetivamente contratado na linha do FGTS em 2026; o valor de R$ 1 bilhão em junho vem de reportagem da Agência Estado citada pelo Aos Fatos, que não conseguimos abrir. A Portaria GM/MS nº 11.039/2026 e a resolução do Conselho Curador do FGTS foram descritas a partir de comunicados da CMB, não do Diário Oficial. Não foi possível verificar o montante total da dívida das santas casas. A transcrição do debate é automática e revisada; o vídeo original não foi conferido.

Conheça a metodologia completa

Histórico desta checagem

  1. Publicação

    Versão original publicada após revisão editorial.

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