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EconomiaTributos

Governo Bolsonaro cortou alguns impostos e teve arrecadação recorde, mas também elevou tributos

A alegação

“Bolsonaro reduziu impostos federais e teve recordes de arrecadação.”

Jair Bolsonaro, Ex-presidente da República ·

Em 18 de julho de 2024, Bolsonaro publicou no X uma lista de tributos “zerados ou reduzidos de 2019 a 2022” e escreveu: “MESMO COM REDUÇÃO DE TRIBUTOS AUMENTÁVAMOS A ARRECADAÇÃO MÊS A MÊS!”. Em outubro de 2026, a frase “Reduziu impostos federais e teve recordes de arrecadação” circulou em lista viral publicada por Pablo Marçal e curtida pelo perfil de Flávio Bolsonaro, segundo a Agência Lupa.

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Nosso veredito

Veredito: PARCIALMENTE VERDADEIRO

É parcialmente verdadeiro. A arrecadação federal bateu recordes em 2021 e 2022, mesmo descontada a inflação, e o governo reduziu tributos como o IPI e o PIS/Cofins dos combustíveis. Mas também elevou a CSLL dos bancos e o IOF do crédito, e a carga tributária federal em relação ao PIB subiu entre 2018 e 2022. Segundo a Receita, os recordes vieram principalmente do IRPJ e da CSLL de empresas ligadas a commodities, não dos cortes.

O que significa “parcialmente verdadeiro”?

Por RedaçãoPublicado em 5 min de leitura

Letreiro “Ministério da Fazenda” na fachada do prédio do ministério em Brasília, sob céu azul
Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília.Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado · CC BY 2.0 · fonte da imagem

Resumo dos fatos

É verdade

  • A arrecadação federal bateu recorde em 2021 (R$ 1,879 trilhão, alta real de 17,36%) e em 2022 (R$ 2,218 trilhões, alta real de 8,18%). Os recordes valem também em valores corrigidos pela inflação.
  • O governo reduziu tributos federais, como o IPI, cortado em 25% em fevereiro de 2022, o PIS/Cofins de diesel, gás de cozinha e gasolina e a Cide da gasolina. Só esses dois cortes custaram cerca de R$ 43 bilhões em 2022, segundo a Receita.

Não é verdade

  • A ideia de que o governo reduziu o peso dos impostos não se sustenta: a carga tributária do governo central subiu de 20,0% para 20,6% do PIB entre 2018 e 2022, segundo o Tesouro Nacional.

Falta contexto

  • O governo também aumentou tributos: elevou a CSLL dos bancos em 2021 e em 2022 e as alíquotas do IOF sobre o crédito entre setembro e dezembro de 2021.
  • Segundo a Receita, os recordes vieram sobretudo do IRPJ e da CSLL, com recolhimentos atípicos de R$ 40 bilhões em 2021 e R$ 42 bilhões em 2022, especialmente de empresas ligadas a commodities, além de juros altos e salários maiores. Os cortes reduziram a arrecadação.
  • Os cortes de PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis das Leis Complementares 192 e 194, de 2022, valiam só até 31 de dezembro de 2022; a exceção é o PIS/Cofins do botijão de até 13 kg, zerado sem prazo em 2021. E, em valores nominais, a arrecadação federal só caiu uma vez desde 1995, em 2020.

O que está sendo afirmado

Em 18 de julho de 2024, Jair Bolsonaro publicou no X uma lista de tributos “zerados ou reduzidos de 2019 a 2022” e escreveu: “Mesmo com redução de tributos aumentávamos a arrecadação mês a mês!” (publicação). Em outubro de 2026, a frase “Reduziu impostos federais e teve recordes de arrecadação” apareceu como item 15 de uma lista de 42 realizações do governo publicada por Pablo Marçal e curtida pelo perfil de Flávio Bolsonaro, segundo a Agência Lupa, que classificou o item como “falta contexto”.

A frase junta duas afirmações, e as duas têm base. O problema é o que fica de fora.

Os recordes de arrecadação

Os relatórios da Receita Federal confirmam os recordes. Em 2021, a arrecadação federal somou R$ 1,879 trilhão, alta real de 17,36% sobre 2020, segundo a análise de dezembro de 2021. Em 2022, chegou a R$ 2,218 trilhões, com alta real de 8,18%, de acordo com a análise de dezembro de 2022.

Os recordes não são mero efeito da inflação. Corrigidos pelo IPCA a preços de dezembro de 2022, os valores de 2021 (R$ 2,085 trilhões) e de 2022 (R$ 2,256 trilhões) superam o maior resultado anterior da série, o de 2013 (R$ 1,982 trilhão).

Em valores nominais, porém, recorde é a regra: na série da Receita iniciada em 1995, a arrecadação só caiu de um ano para o outro em 2020, primeiro ano da pandemia, quando recuou 6,91% em termos reais. Parte da alta de 2021 é a recuperação dessa base fraca.

O que explica os recordes

Para 2021, a Receita atribuiu a alta principalmente a fatores não recorrentes, como recolhimentos extraordinários de cerca de R$ 40 bilhões de IRPJ e CSLL, os tributos sobre o lucro das empresas. Também pesou a comparação com 2020, quando o pagamento de alguns tributos foi adiado por causa da pandemia.

Em 2022, o principal motor voltou a ser o IRPJ/CSLL, que somou R$ 489,7 bilhões, alta real de 17,73%, com recolhimentos atípicos de R$ 42 bilhões, “especialmente por empresas ligadas à exploração de commodities”. A Receita cita ainda o imposto sobre aplicações financeiras, que subiu 67,23% com a alta dos juros, e o aumento da massa salarial. As receitas recolhidas para outros órgãos, que incluem royalties, cresceram 39,96% em termos reais.

Na análise por tipo de tributo, a Receita afirma que o peso maior dos tributos sobre a renda é explicado, em grande parte, “pelo ciclo de alta do preço de comodities ligadas à extração mineral e exploração de petróleo, principalmente a partir de 2020”. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil em julho de 2022 apontaram também a inflação mais alta, que encarece os produtos sobre os quais os tributos incidem (reportagem).

Os cortes de impostos

Houve reduções relevantes. O Decreto nº 10.979, de fevereiro de 2022, cortou o IPI em 25% para a maioria dos produtos e em 18,5% para automóveis; segundo a Lupa, o corte depois chegou a até 35%. A Lei Complementar nº 192, de março de 2022, zerou até 31 de dezembro daquele ano o PIS/Cofins de diesel, biodiesel, gás de cozinha e querosene de aviação. Em junho, a LC 194 incluiu na mesma lei a gasolina, com PIS/Cofins e Cide zerados até o fim de 2022.

Esses cortes reduziram a arrecadação. Segundo a Receita, a desoneração dos combustíveis custou R$ 25,85 bilhões em 2022, e o corte do IPI, R$ 17,2 bilhões: cerca de R$ 43 bilhões no total. Ainda assim, a arrecadação subiu R$ 340 bilhões naquele ano, em valores correntes.

Também houve aumentos

O governo também elevou tributos. A Lei nº 14.183, de julho de 2021, aumentou a CSLL dos bancos para 25% até o fim daquele ano. Segundo a Receita, um decreto de setembro de 2021 elevou as alíquotas do IOF sobre operações de crédito até dezembro. Em 2022, a Lei nº 14.446 subiu de novo a CSLL de bancos, de 20% para 21%, e a de outras instituições financeiras, de 15% para 16%, de agosto a dezembro.

A carga tributária, que mede o total de tributos em relação ao tamanho da economia, também subiu. Segundo o Tesouro Nacional, a carga do governo central passou de 20,0% do PIB em 2018 para 20,6% em 2022. Pela metodologia anterior do órgão, a alta foi de 22,08% para 22,78% (boletim de 2022). Em abril de 2022, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, justificou os cortes justamente pela alta: “Quando nós vimos que a arrecadação saiu de 31% do PIB para 33% do PIB”, disse, segundo a BBC.

Cronologia

  • 3 de abril a 31 de dezembro de 2020 — O IOF sobre operações de crédito fica zerado durante a pandemia.
  • 15 de julho de 2021 — É publicada a Lei nº 14.183, que eleva a CSLL dos bancos até o fim de 2021.
  • 20 de setembro a 31 de dezembro de 2021 — O IOF sobre crédito fica mais alto.
  • 25 de fevereiro de 2022 — O Decreto nº 10.979 reduz o IPI em 25%.
  • 11 de março de 2022 — A LC 192 zera o PIS/Cofins de diesel, biodiesel, gás de cozinha e querosene de aviação até 31 de dezembro.
  • 23 de junho de 2022 — A LC 194 zera PIS/Cofins e Cide da gasolina até 31 de dezembro.
  • 13 de julho de 2022 — Eduardo Bolsonaro publica, ao divulgar os cortes: “Já viu impostômetro negativo?”.
  • Agosto de 2022 — A CSLL de bancos sobe para 21% até dezembro.
  • 18 de julho de 2024 — Bolsonaro afirma no X que aumentava a arrecadação mesmo reduzindo tributos.
  • 7 de outubro de 2026 — Lista viral publicada por Pablo Marçal inclui a frase.
  • 22 de outubro de 2026 — A Lupa classifica o item como “falta contexto”.

Por que o veredito é PARCIALMENTE VERDADEIRO

As duas partes da frase têm base nos dados: houve cortes de tributos federais e houve recordes de arrecadação, inclusive descontada a inflação.

Mas a frase omite que o governo também aumentou tributos, que os cortes da LC 192 nos combustíveis valiam só até o fim de 2022 e que a carga federal subiu entre 2018 e 2022. Omite ainda que, segundo a Receita, os recordes vieram principalmente de lucros extraordinários ligados a commodities, de juros altos e da recuperação após a pandemia, e não dos cortes, que reduziram a arrecadação. Quem lê que o governo “reduziu impostos e teve recordes” pode concluir que a carga diminuiu e que a arrecadação cresceu por mérito da política tributária. Os documentos não sustentam essa leitura.

Fontes (11)

Todas as fontes foram abertas e lidas pela redação. Links externos abrem o documento original.

  1. JornalismoAgência Lupa
    Lista viral de '42 realizações de Bolsonaro' inclui obras de outros governos e nome de rodovia que não existe (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A frase “Reduziu impostos federais e teve recordes de arrecadação” é o item 15 de uma lista viral com 42 supostos feitos do governo Bolsonaro, publicada por Pablo Marçal no Instagram em 7 de outubro de 2026 e curtida pelo perfil de Flávio Bolsonaro.
    • A Lupa classificou o item como FALTA CONTEXTO: houve desonerações e recordes em 2021 e 2022, mas o governo também aumentou tributos e os cortes foram pontuais.
    • Segundo a Lupa, o corte do IPI chegou a até 35%.
  2. OutraX (perfil oficial de Jair Bolsonaro)
    Publicação de Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) no X: “-MAIS IMPOSTOS ZERADOS OU REDUZIDOS DE 2019 A 2022: (Parte 1)” (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em · endereço original

    • Em 18 de julho de 2024, Jair Bolsonaro afirmou no X que, mesmo com redução de tributos, seu governo aumentava a arrecadação mês a mês.
  3. Fonte primáriaReceita Federal do Brasil
    Análise da Arrecadação das Receitas Federais – Dezembro de 2021 (abre em nova aba)

    Acessado em

    • A arrecadação federal somou R$ 1.878.816 milhões em 2021, alta real (IPCA) de 17,36% sobre 2020.
    • A Receita explica o resultado principalmente por fatores não recorrentes, como recolhimentos extraordinários de cerca de R$ 40 bilhões de IRPJ/CSLL em 2021.
    • O IOF sobre operações de crédito, zerado entre 3 de abril e 31 de dezembro de 2020, voltou a ser cobrado em 2021, e o Decreto 10.797/2021 elevou as alíquotas entre 20 de setembro e 31 de dezembro de 2021.
  4. Fonte primáriaReceita Federal do Brasil
    Análise da Arrecadação das Receitas Federais – Dezembro de 2022 (abre em nova aba)

    Acessado em

    • A arrecadação federal somou R$ 2.218.484 milhões em 2022, alta real (IPCA) de 8,18% sobre 2021.
    • O crescimento é explicado principalmente pelo IRPJ e pela CSLL (R$ 489,7 bilhões, +17,73% real), com recolhimentos atípicos de cerca de R$ 42 bilhões, especialmente de empresas ligadas à exploração de commodities.
    • As desonerações de PIS/Cofins/Cide sobre combustíveis custaram R$ 25,85 bilhões e o corte linear do IPI, R$ 17,2 bilhões em 2022 (preços correntes, p. 32).
    • A Receita cita como fatores que reduziram a arrecadação a redução temporária do Imposto de Importação e as desonerações de combustíveis e IPI (LCs 192/22 e 194/22 e Decreto 11.158/22).
    • Série histórica (Tabelas IV e IV-A): arrecadação de R$ 1,457 trilhão (2018), R$ 1,537 trilhão (2019), R$ 1,479 trilhão (2020), R$ 1,879 trilhão (2021) e R$ 2,218 trilhões (2022); a preços de dezembro de 2022, 2021 e 2022 superam o maior valor anterior, de 2013.
    • Em valores nominais, a arrecadação federal só caiu em 2020 na série iniciada em 1995.
    • As receitas administradas por outros órgãos cresceram 39,96% em termos reais em 2022; dentro delas, os royalties subiram 21,05%.
  5. Fonte primáriaSecretaria do Tesouro Nacional
    Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral – 2025 (abre em nova aba)

    Acessado em

    • Carga tributária bruta do governo central, em % do PIB: 19,7% (2017), 20,0% (2018), 19,8% (2019), 18,6% (2020), 19,9% (2021) e 20,6% (2022) (Gráfico 1).
    • Carga tributária bruta do governo geral (União, estados e municípios): 30,4% do PIB em 2018 e 31,2% em 2022 (Gráfico 1).
    • A Receita Federal é a responsável pelo dado oficial da carga tributária; a série do Tesouro foi revista em 2024 com a exclusão de FGTS e Sistema S.
  6. Fonte primáriaSecretaria do Tesouro Nacional
    Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral – 2022 (abre em nova aba)

    Acessado em

    • Na metodologia então vigente, a carga tributária bruta do governo geral foi de 33,71% do PIB em 2022, alta de 0,65 ponto percentual sobre 2021 (33,05%).
    • Na mesma série, a carga do governo central passou de 22,08% do PIB em 2018 para 22,78% em 2022, e a do governo geral, de 32,48% para 33,71% (Gráfico 1).
    • O aumento federal em 2022 veio sobretudo do IRRF sobre aplicações de renda fixa, influenciado pela alta da Selic, e do IRPJ e da CSLL.
  7. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Decreto nº 10.979, de 25 de fevereiro de 2022 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • O decreto reduziu as alíquotas do IPI em 25% para a maior parte dos produtos e em 18,5% para automóveis (posição 87.03 da TIPI).
  8. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei Complementar nº 192, de 11 de março de 2022 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • O art. 9º zerou até 31 de dezembro de 2022 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre diesel, biodiesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e querosene de aviação.
    • O art. 9º-A, incluído pela Lei Complementar 194/2022, zerou até 31 de dezembro de 2022 PIS/Pasep, Cofins e Cide sobre a gasolina.
  9. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 14.183, de 14 de julho de 2021 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A lei (conversão da MP 1.034/2021) majorou a CSLL do setor financeiro: 25% para bancos e 20% para seguradoras e outras instituições financeiras até 31 de dezembro de 2021, e 20% e 15%, respectivamente, a partir de 1º de janeiro de 2022.
  10. Fonte primáriaPresidência da República (Planalto)
    Lei nº 14.446, de 2 de setembro de 2022 (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • A lei (conversão da MP 1.115/2022) fixou a CSLL de bancos em 21% e a de seguradoras e outras instituições financeiras em 16% até 31 de dezembro de 2022, com efeitos a partir do primeiro dia do quarto mês após a MP de 28 de abril de 2022 (ou seja, agosto de 2022).
  11. JornalismoCorreio Braziliense (reportagem original da BBC News Brasil, de Mariana Schreiber)
    Com carga tributária recorde, Bolsonaro usa corte de impostos como trunfo eleitoral (abre em nova aba)

    Publicado em · Acessado em

    • Em julho de 2022, Bolsonaro e filhos intensificaram a divulgação de cortes de impostos enquanto a arrecadação batia recordes; Eduardo Bolsonaro publicou em 13 de julho de 2022: “Já viu impostômetro negativo?”.
    • Em abril de 2022, Paulo Guedes justificou os cortes dizendo que a arrecadação havia subido de 31% para 33% do PIB.
    • Especialistas ouvidos atribuíram o aumento da arrecadação à inflação mais alta e à recuperação de setores que pagam proporcionalmente mais impostos, como a indústria.
    • Em 2018, Bolsonaro prometeu trabalhar pela redução da carga tributária.

Como checamos

Foram lidos os relatórios “Análise da Arrecadação das Receitas Federais” de dezembro de 2021 e de dezembro de 2022, da Receita Federal, incluindo as séries de 1995 a 2022 a preços correntes e corrigidas pelo IPCA (Tabelas IV e IV-A) e a tabela de desonerações; os boletins do Tesouro Nacional com a estimativa da carga tributária bruta de 2022 e de 2025; e, no site do Planalto, a Lei Complementar 192/2022 (com o artigo incluído pela LC 194/2022), o Decreto 10.979/2022 e as Leis 14.183/2021 e 14.446/2022. O recorde foi verificado em valores nominais e reais. A afirmação “reduziu impostos” foi avaliada em duas dimensões: existência de cortes de alíquotas e evolução da carga tributária em proporção do PIB, comparando 2018, último ano antes do mandato, com 2022, último ano.

Limitações

A carga tributária também varia por fatores que não dependem de alíquotas, como preço de commodities, lucros das empresas e juros. Por isso, sua alta não prova que o governo tenha aumentado impostos de forma geral; mostra que a tributação não caiu em proporção da economia. A série do Tesouro foi revista em 2024, e o dado oficial de carga tributária é da Receita; os níveis mudam entre metodologias, mas nos dois boletins consultados a carga federal de 2022 supera a de 2018. Não foi feito um balanço completo de todas as desonerações e de todos os aumentos de tributos do período.

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Histórico desta checagem

  1. Publicação

    Versão original publicada após revisão editorial.

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